Leonardo Andrade Ferreira
Poluição
Uma mancha no céu de sonhos
Num céu que antes era colorido
Que desastre! E agora? E o que será?
- Onde está o Cruzeiro?
- Quem sujou o mundo de outrora?
É o status que se estabelece mais.
E que se mude a cor do céu de azul.
Afinal, o que importa?
Essa negra fumaça que está aparecendo?
Que te enche a taça...
Que te lota os bolsos
E te eleva o valor de contaminação.
E à noite, ao deitar no travesseiro, penso
Com sonhos programados por sonos sombrios:
- Não sou eu o poluidor do mundo! Quem será?
Quem tem culpa então dessa maldição?
Desse desastre?
As máquinas? As flores? Os carros?
O verde, que chora a transformação?
Ou essa cabeça vazia?
Cujo mérito um dia,
Foi descobrir que podia sujar o mundo com as mãos.
Como vai ficar esse mundo?
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